Diagnóstico


Atualmente, temos dois tipos de testes laboratoriais para odiagnóstico de coronavírus: o teste genético e o teste sorológico. As diferenças estão apresentadas na Figura 1.

Tipos de testes.

Figura 1: Principais diferenças entre os testes utilizados para a realização do diagnóstico de COVID-19.




Teste Genético


Para o diagnóstico de COVID-19, por meio do teste genético, as amostras podem ser coletadas em dois locais (Figura 2):

A. Swab nasal: um cotonete estéril é inserido nas narinas até a altura da abertura externa da orelha.
B. Swab oral: um cotonete estéril é inserido na boca até alcançar a garganta.

Testes Genéticos.

Figura 2: Técnica para a coleta de material para diagnóstico COVID- segundo boletim epidemiológico – Ministério da Saúde, 2020..

Este teste é realizado por meio de uma técnica laboratorial, denominada PCR em Tempo Real (PCR: Reação em Cadeia da Polimerase), a qual detecta a presença do material genético – ácido ribonucleico (RNA) do vírus na amostra coletada. Geralmente, a PCR detecta o vírus, com resultado positivo, dois dias antes dos sintomas e permanece por até 14 dias.




Teste Sorológico


Para este tipo de teste a amostra utilizada é o soro, que é o fluído que permanece após a coleta de sangue sem anticoagulante.

O diagnóstico sorológico é muito importante para pacientes com sintomas leves a moderados da doença, que podem apresentar sintomas tardios, após duas semanas da contaminação. Este teste é uma ferramenta importante para compreender a extensão da doença na comunidade e identificar indivíduos que são imunes e potencialmente “protegidos” de uma nova infecção.

Este teste pode ser realizado por meio de uma técnica laboratorial denominada ELISA (do inglês: Enzyme Linked Immunosorbent Assay) e por meio dos testes rápidos.

O teste imunológico realizado por ELISA identifica os anticorpos em pessoas que já tiveram COVID-19 ou tiveram contato com o vírus. Os anticorpos são moléculas que possuem a função de proteger o organismo. Então, assim que o organismo tem contato com o vírus, estas moléculas são produzidas.

Por meio deste teste é possível identificar as pessoas que estão na fase aguda da doença (geralmente após o 10º dia após o início dos sintomas) e pessoas na fase tardia da doença ou após a infecção ou ainda aqueles que tiveram contato com o vírus.

Segundo a ANVISA, os testes rápidos são recomendados para indivíduos que apresentem ou tenham os tido sintomas da Covid- 19 há pelo menos oito dias. Os testes rápidos (IgM/IgG) geralmente utilizam sangue, soro ou plasma e demoram alguns minutos para liberar o resultado, a depender do produto (10 a 30 minutos). Neste tipo de teste utiliza-se uma técnica chamada imunocromatografia, que consistes na geração de cor a partir de uma reação química entre o antígeno (substância estranha ao organismo) e anticorpo.

Os testes registrados na ANVISA, para a Covid-19 são de uso profissional e os seus resultados devem ser interpretados por um profissional de saúde legalmente habilitado e devidamente capacitado, conforme definido pelos conselhos profissionais da área da saúde e por políticas do Ministério da Saúde.

Entretanto, muitas questões ainda não foram respondidas, particularmente quanto tempo dura a imunidade potencial em indivíduos, assintomáticos e sintomáticos, infectados com o vírus.


Fontes:

1.ANVISA, Hospital Albert Eistein, 2020.

2.Loeffelholz MJ, Tang Y-W. Laboratory diagnosis of emerging human coronavirus infections: the state of the art. Emerg. Microbes Infect.2020 Mar 30;9:1-11. Doi 10.1080/22221751.2020.1745095.

3.Ministério da Saúde (Brasil). Secretaria de Vigilância em Saúde. Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública. Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública para Infecção Humana pelo Novo Coronavírus (COE-nCoV). Doença pelo Coronavírus 2019. Boletim Epidemiológico. Brasília, DF, 2020a Abr 9 [citado em 26 Abr 2020];8:1-41. Disponível em: https://www.saude.gov.br/images/pdf/2020/April/09/be-covid-08-

4.Sethuraman N, Jeremiah SS, Ryo A. Interpreting Diagnostic Tests for SARS-CoV-2 [published online ahead of print, 2020 May 6]. JAMA. 2020;10.1001/jama.2020.8259. doi:10.1001/jama.2020.8259